O declinio católico a a ascensão da religião evangélica

Em 2022 os evangélicos serão 106 milhões em uma populção de 207,1 milhões de pessoas

De acordo com o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),  em 2000 a população evangélica aumentou relativamente durante a década de 90.

De 1990 até 2000 essa população foi de 9,4% para 15,4% tendo um aumento significativo de 6 pontos percentuais. Até o ano de 2010 o IBGE elaborou a projeção dos evangélicos revelando um aumento dessa população para 26,8%, a partir de 2011 essa mesma projeção é feita com base no crescimento dos últimos anos e em 2022 os evangélicos serão 51,4% da população brasileira, ou seja, 106 milhões em 207,1 milhões de pessoas.

Apesar de o Brasil ser ainda a maior nação católica do mundo, estudos apontaram um declínio do catolicismo e o crescimento contínuo de grupos evangélicos, principalmente nas periferias das grandes cidades como em São Paulo. Esse processo de crescimento de evangélicos, principalmente de evangélicos pentecostais, nas grandes periferias está relacionado de acordo com o teólogo Nilson Gomes, ao número insignificante de igrejas católicas nessas regiões: “O número, por exemplo, de igrejas católicas é insignificante nas regiões periféricas da cidade, portanto, os católicos desassistidos também se tornam vulneráveis a “conversão” evangélica que atua com insistência nessas áreas”. Em um estudo realizado pelo Núcleo de Estudos Religião e Sociedade da PUC (Universidade Pontifícia Católica) são nas regiões mais pobres e violentas da capital paulista e em municípios vizinhos que estão aglomerados o maior número de evangélicos e evangélicos pentecostais, entre 17,62% a 23,98%,  para 71,92% à 82,43%  de católicos nas regiões centrais. As religiões de cunho pentecostais pregam o crescimento próprio e o desenvolvimento econômico pessoal, unindo sua pregação a sua localização nas periferias a religião agrega cada vez mais adeptos. Para Nilson Gomes a igreja respondeu as necessidades de um povo em meio às lutas sociais e econômicas, explicando assim o porquê às igrejas pentecostais crescerem em grandes proporções nas periferias, comparadas ao baixo percentual dos grandes centros da cidade.

A maciça utilização dos meios de comunicação, em especial da TV tem garantindo a ascensão cada vez maior de novos adeptos da religião evangélica é o que explica o teólogo Marcelo Forte  do Serviço de Evangelização Para América Latina (SEPAL). Segundo Marcelo, “a religião evangélica pentecostal foi a primeira a perceber o poder que a TV exerce sobre a população, alcançando a cada dia um número maior de fiéis e principalmente obtendo maior projeção”.

De olho na força e influência que a TV exerce sobre a população, a igreja católica, que já conta com alguns canais de TV a Cabo, entre eles a Rede Vida de Televisão e a TV Canção Nova também tem apostado no Marketing religioso. De acordo com o doutor e professor da Universidade Paulista, Luis Henrique Marques, em artigo publicado na revista Comunicação & Educação da USP, a igreja católica resolveu quebrar o tabu aderindo a esta prática, tendo como uns dos principais percussores o movimento da  Renovação Carismática Católica (RCC), alcançando de seus fiéis a fidelidade combinada com a agitação pentecostal. “Foi o bispo Edir Macedo quem nos despertou”.  “Ele nos acendeu”, afirmou o padre Marcelo Rossi à revista Veja, sendo que o padre Marcelo é uma das estrelas midiáticas do movimento no Brasil.

Localizada no extremo sul de São Paulo, em meio à comunidade do Jardim Ângela, bairro periférico da capital paulista, a Igreja Assembléia de Deus desperta a atenção de quem passa por ela pela sua grandiosidade. Com capacidade para aproximadamente oito mil pessoas sentadas, essa igreja que acaba de ser inaugurada, mostra o contraste da realidade de seus adeptos. De cunho pentecostal, ela foi construída com muito esforço dos fiéis, é o que fala o Pastor Geraldo Magela da Silva. Com uma estrutura de 7800m² em meio à periferia, a igreja agrega projetos sociais como: creches, cursos profissionalizantes de corte e costura, artesanatos, músicas e uma faculdade de teologia, atendendo tanto seus membros quanto pessoas de outras religiões. O que chama mais atenção é como uma igreja tão grande e “bela” está localizada em um bairro tão excluído socialmente.

 Agência PrexBrasil – Editora: Cristiana Leite

 Equipe: Débora Schumacher e Dilaine Benones

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Uma resposta para O declinio católico a a ascensão da religião evangélica

  1. mmandaji disse:

    Meninas vamos as considerações:
    1. Revejam o texto, principalmente títulos eles não podem conter erros.
    2. Evitem título que expressem opinião deixe isto para o jornal que tem linha editoria…então melhor dizer algo como cresce em x% o número de protestantes no Brasil, ou então Dados do IBGE revelam que…
    3. Os parágrafos do texto devem ter entre 5 e 7 linhas.
    4. Procurem sempre se atentarem a dados e deixem de lado as conclusões ok?
    Vocês estão no caminho…
    Abraços

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